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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

IEL do Acre participa de projeto de apoio ao setor moveleiro

Empresários filiados ao Sindicato da Indústria Moveleira do Estado do Acre (Sindmóveis) participaram na última quarta-feira (27/1), da assinatura do Termo de Acordo para Resultados entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Acre (SENAI/AC), Instituto Euvaldo Lodi do Acre (IEL/AC), prefeitura de Rio Branco, Banco da Amazônia, governo estadual e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae/AC) e Sebrae Nacional. O acordo prevê a execução do Projeto Apoio ao Setor Moveleiro de Rio Branco.

Os resultados esperados estão divididos entre “Finalísticos” e “Intermediários”. No primeiro almeja-se elevar o volume de vendas em 10% até dezembro de 2011 e em 20% até dezembro de 2012 e elevar o volume de vendas de produtos certificados em 10% até dezembro de 2012.

Pelos resultados “Intermediários”, a proposta é elevar os indicadores de qualidade e produção das indústrias atendidas pelo projeto em 5% até dezembro de 2011 e em 5% até dezembro de 2012, além de reduzir o desperdício da matéria-prima em 10% até dezembro de 2011 e em 20% até dezembro de 2012.

A meta geral do projeto é promover a competitividade do setor por meio da inovação de produtos e processos com foco no mercado. Para isso, as instituições parceiras, suas unidades e representantes signatários do acordo se comprometem a apoiar ações e iniciativas necessárias para a obtenção dos resultados previstos no projeto e de prover os meios para a sua execução.

“Este projeto é fruto de um trabalho que vem sendo desenvolvido há algum tempo e agora conseguimos um alto nível de apoio. O setor está amadurecendo, com consultorias cada vez mais sofisticadas, porém ainda há uma desigualdade entre as empresas. Com este projeto, poderemos focalizar os problemas de cada uma e diminuir os desníveis”, afirmou George Dobré, presidente em exercício do Sindmóveis.

Entre os focos estratégicos do projeto, destacam-se o reposicionamento do setor para um mercado estratégico que reconheça o diferencial do móvel amazônico e sustentável, o aperfeiçoamento dos canais de negociação e comercialização entre as movelarias e as madeireiras locais, a elevação dos indicadores de qualidade e produção e a promoção da cultura da cooperação.

Para o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), Joafran Nobre, o setor moveleiro é um dos mais representativos da economia acreana e merece todo apoio para alcançar a visibilidade merecida. “Temos móveis de altíssima qualidade, mas temos dificuldade em ganhar mercado interno e externo. Por isso, estamos aqui, com o que temos de melhor a oferecer, dando apoio técnico, tecnológico e expertise”.

Elizabeth Monteiro, diretora técnica do Sebrae, afirmou que não consegue enxergar a instituição sem o setor moveleiro. “Este projeto é mais avançado e demonstra a evolução do setor. Nossa proposta tem foco no mercado e a adesão de todas essas instituições influenciará os resultados que nos propusemos a alcançar”, disse.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

IEL do Amazonas aplica Programa de Qualificação de Fornecedores

Empresas fornecedoras do Grupo Simões e da Recofarma Indústria do Amazonas Ltda participaram nesta quarta e quinta-feira (28/1) das primeiras ações do Programa de Qualificação de Fornecedores (PQF). O programa é desenvolvido pelo Instituto Euvaldo Lodi do Amazonas (IEL/AM) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae/AM). A qualificação dos fornecedores terá 170 horas de duração.

A proposta do PQF é apresentada pelo assessor técnico da GTZ (Deuttsche Gessellschaft für Technische Zusammenarbeit GmbH), Walter Jäckel, às empresas ancoras, fornecedores e consultores regionais. Inicialmente, o programa será realizado para 20 fornecedores. Segundo Jäckel, o PQF é desenvolvido pelo projeto alemão Vínculos para implementar boas práticas de gestão nas empresas participantes.

“O programa qualifica micro e pequenas empresas para atender a demanda das grandes indústrias. No Amazonas, o PQF será desenvolvido em 10 fornecedoras do Grupo Simões e 10 da Recofarma durante 12 meses. Nesse período as participantes terão oportunidade de melhorar a interação entre elas e gestões de qualidade para atender aos critérios das grandes indústrias compradoras”, disse o consultor Walter Jäckel.

O gerente de suprimentos do Grupo Simões, Marcelo de Oliveira explicou que foram chamadas empresas sem um sistema de qualidade definido e que são fornecedores em potencial para a empresa. “A idéia é incentivar mudança de padrões de qualidade para que essa transformação seja notada principalmente pelo nosso cliente e consumidor final”, disse ele.

O PQF no Amazonas acompanhará 20 fornecedores da Recofarma e Grupo Simões. O programa será desenvolvido em 12 meses, com duração de 170 horas divididas em módulos de capacitação e consultoria. Serão abordadas as áreas de qualidade, meio ambiente, saúde e segurança no trabalho, estratégia empresarial e responsabilidade social. Os temas serão apresentados em oficinas de capacitação. A aplicabilidade dos assuntos estudados nas oficinas é acompanhada por meio de visitas técnicas dos consultores.


Fonte: IEL-AM

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Instituto Euvaldo Lodi mineiro mapeia polo calçadista de Nova Serrana

De cada 100 indústrias fabricantes de calçados de Minas Gerais, metade está em Nova Serrana. Quarenta e sete de 100 empregos gerados pelo setor se concentram no pequeno município de 60 mil habitantes, a 115 quilômetros de Belo Horizonte. São 12.303 trabalhadores, o que representa cerca de 65% da mão de obra empregada no município. Em Nova Serrana, estima-se encerrar o ano de 2009 com a produção de 95 milhões de pares de sapatos.

Para conhecer melhor o setor e o perfil de cada empresa da cidade, o Instituto Euvaldo Lodi de Minas Gerais (IEL/MG) lança o Diagnóstico das Indústrias Calçadistas, que mapeou todo o arranjo produtivo local (APL) de Nova Serrana, maior fabricante de calçados esportivos do país.

O diagnóstico resulta de um trabalho desenvolvido durante nove meses e revelou a existência de 687 indústrias de calçados no município. O documento, elaborado em parceria com o Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Calçados de Nova Serrana (Sindinova), tem por finalidade facilitar o planejamento de ações voltadas para o aprimoramento das indústrias nas áreas tecnológica, gerencial e de qualidade dos produtos.

O estudo revela que 62,7% das empresas pesquisadas produzem calçados esportivos, reforçando aquilo que já se conhecia da identidade calçadista de Nova Serrana. Os dados mostram ainda que as empresas pesquisadas têm um tempo médio de existência de aproximadamente 12 anos. Ainda conforme os estudos do IEL/MG, 8,3% delas têm menos de dois anos de vida; 11,8% entre 21 e 30 anos; e 3,3% das fábricas têm mais de 30 anos de existência.

O tênis é o carro-chefe das indústrias de Nova Serrana. O produto responde por 57,5% dos calçados fabricados. Na sequência aparecem sandálias (24,9%), sapatilhas (10,7%) e rasteirinhas (9,7%).

O APL de Nova Serrana fabrica diariamente 311,5 mil pares de calçados, o que gera uma média de 800 pares por empresa. Por esses números estima-se que neste ano serão fabricados 95 milhões de pares de calçados. É como se cada funcionário produzisse 7.722 pares por ano. A pesquisa revela que 63% das indústrias fabricam até 500 pares por dia. Cerca de 22% delas fabricam até mil pares por dia e somente 0,6% das fábricas têm produção diária acima de 10 mil pares.

Essa produção é sobretudo de micro e pequenas empresas. Segundo o diagnóstico feito pelo IEL/MG 94,5% das empresas que compõem o APL de Nova Serrana são micro e de pequeno porte. Outros 5% são de médio porte e apenas 0,5% de grande porte.

Aproximadamente 18% das indústrias de calçados de Nova Serrana trabalham atualmente com ociosidade zero e 3,4% operam com até 10%. Na outra ponta a pesquisa revela que 19,3% das empresas estão operando com menos da metade da sua capacidade produtiva.

Quanto ao preço dos calçados vendidos, 26,7% comercializam a produção por até R$ 10 o par. Calçados com preço até R$ 15 são vendidos por 19,5% das indústrias calçadistas do APL. Somente 1,7% das fábricas produzem sapatos acima de R$ 35 o par.

Entre os principais compradores, o estado de São Paulo aparece em primeiro lugar, indicado por 92% das empresas. Em seguida aparece Minas Gerais, que foi indicado em 88% dos casos. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (71%), Paraná (68%), Santa Catarina (56%) e Rio Grande do Sul (54%). Pouco mais de 6% da produção é exportada.

Os representantes constituem o principal meio de comercialização de calçados fabricados em Nova Serrana. A presença deles aparece em 96% das empresas pesquisadas. Negócios diretos com os clientes representaram 28% das respostas e a distribuição dos produtos para redes de varejo 15%.

O desenvolvimento de projetos de design é outro ponto que vem ganhando importância entre os empresários do setor calçadista, sobretudo em razão do ganho de competitividade que proporciona à empresa. Mais de 65% das empresas ouvidas disseram fazer uso de projetos de design no desenvolvimento de seus produtos. O desenvolvimento do design na própria empresa é o procedimento mais adotado (35%), seguido pela terceirização de projetos prontos (31,6%).

A elevada carga tributária foi apontada por 90% dos entrevistados como o maior gargalo ao desenvolvimento das empresas de Nova Serrana. A dificuldade de encontrar mão de obra qualificada aparece como o segundo principal complicador. Competição acirrada do mercado (56%), inadimplência (35%) e falta de capital de giro (35%) também estão entre os maiores obstáculos do polo calçadista.

Foi praticamente unânime o posicionamento das empresas sobre a necessidade de qualificar cada vez mais os funcionários do setor. Sobre os cursos que mais interessariam às empresas para seus funcionários, o de gerenciamento e liderança aparece em primeiro lugar com 51%. Logo em seguida aparecem cursos de design e desenvolvimento de produto (41%), técnico em calçados (32%), gestão da produção (31%), modelagem (29%), manutenção (29%) e costura (23%).


Fonte: IEL-MG

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